A Assembleia de Especialistas do Irã anunciou Aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo do país. A decisão ocorre após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos no final de fevereiro.
A escolha do novo líder supremo foi antecipada por Mohsen Heidari Alekasir, um dos representantes da assembleia, que confirmou a aprovação da maioria dos membros. Embora o nome não tenha sido revelado inicialmente, a sucessão por Seyyed Mojtaba Khamenei sinaliza uma continuidade na linha política estabelecida por seu antecessor.
Com 56 anos, Seyyed Mojtaba Khamenei, o segundo filho de Ali Khamenei, tem acumulado influência significativa ao lado de seu pai. Ele é conhecido por sua proximidade com as forças de segurança e com o controle de vastos interesses comerciais associados a elas. Sua posição demonstra uma inclinação contra reformistas que defendem maior aproximação com o Ocidente e buscam restringir o programa nuclear iraniano.
Ali Khamenei ocupou o cargo de líder supremo por 36 anos, posicionando-se no ápice da estrutura de poder da República Islâmica, que inclui o Executivo, o Parlamento, o Judiciário e o Conselho dos Guardiões. Este último é composto por membros indicados pelo próprio líder supremo e pelo Parlamento.
A Assembleia de Especialistas, composta por 88 clérigos eleitos pelo voto popular, é a responsável por eleger o líder supremo. Embora o cargo seja vitalício, a assembleia detém a prerrogativa de destituir o líder.
Em meio a essa sucessão, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o próximo líder supremo do Irã será um alvo para eliminação, independentemente de sua identidade ou paradeiro. As tensões na região se intensificam, com estimativas apontando para pelo menos 1.332 civis mortos em conflitos recentes envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, incluindo um ataque a uma escola feminina que resultou na morte de 168 crianças.

