Profissionais do transporte individual remunerado, como motoristas de aplicativo e taxistas, agora contam com condições mais vantajosas para adquirir seus veículos. O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a ampliação do teto de financiamento e do prazo de pagamento para o programa Move Brasil, elevando o limite de R$ 150 mil para R$ 200 mil no valor dos automóveis e estendendo o período de reembolso de 72 para até 84 meses.
As novas diretrizes, aprovadas em reunião extraordinária do CMN, visam facilitar o acesso a veículos de maior valor e, ao mesmo tempo, aliviar o impacto das parcelas mensais. A medida complementa uma portaria anterior dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Fazenda, que já havia ajustado o preço máximo dos veículos elegíveis.
Além do aumento no valor máximo do veículo e do prazo de pagamento, o programa mantém a carência de até seis meses para o pagamento do principal. O público beneficiário e os recursos totais disponíveis para o programa não foram alterados.
A expansão do limite de preço, segundo a Fazenda, deve ampliar significativamente a gama de veículos disponíveis para financiamento. Estimativas indicam que, com o novo teto de R$ 200 mil, cerca de 486 mil unidades adicionais se tornam elegíveis, elevando a cobertura do mercado de 63% para aproximadamente 88%.
A extensão do prazo de pagamento, de 72 para 84 meses, tem como objetivo diluir o valor das prestações mensais, tornando o financiamento mais acessível para os profissionais. No entanto, é importante notar que prazos mais longos podem, em alguns casos, resultar em um custo total de operação maior, dependendo das taxas de juros e condições negociadas com as instituições financeiras.
O programa Move Brasil, que utiliza recursos autorizados pela Medida Provisória 1.359/2026, destina até R$ 30 bilhões para linhas de financiamento reembolsável a esses profissionais. As regras de encargos financeiros, carência e análise de crédito permanecem as mesmas.
O Conselho Monetário Nacional, presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, é o responsável por definir as políticas monetária e de crédito do país. A nova resolução entra em vigor a partir de sua publicação.

