Um tribunal no Irã sentenciou à morte duas mulheres que participaram dos protestos que eclodiram no país em resposta às políticas do regime. As condenações ocorreram na cidade de Isfahan.
Os protestos, que ganharam força após a morte de Mahsa Amini em setembro de 2022, têm sido marcados por uma forte repressão por parte das autoridades iranianas. A Amini, uma jovem curda de 22 anos, morreu sob custódia da polícia da moralidade após ser detida por supostamente usar o véu de forma inadequada.
A comunidade internacional tem expressado profunda preocupação com a situação dos direitos humanos no Irã e com a severidade das punições aplicadas aos manifestantes. Organizações de direitos humanos denunciam o uso excessivo da força e a falta de devido processo legal nos julgamentos dos envolvidos nos atos públicos.
As sentenças de morte contra as duas mulheres em Isfahan aumentam o número de indivíduos que enfrentam a pena capital por sua participação nos levantes populares. A situação continua tensa no país, com ativistas pedindo maior atenção global aos desdobramentos e à necessidade de responsabilização pelas ações do governo iraniano.

