A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou neste sábado (28) a execução de uma campanha militar de grande escala no Irã, em colaboração com os Estados Unidos. A operação, descrita por Israel como o “maior sobrevoo militar da história” das Forças de Defesa Israelenses (IDF), resultou no atingimento de mais de 500 alvos em diversas localidades iranianas simultaneamente.
Segundo a publicação oficial da IAF nas redes sociais, aproximadamente 200 jatos militares foram empregados na ofensiva, com foco em desmantelar o arsenal de mísseis e os sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica, localizados nas regiões oeste e central do país.
Os ataques, conduzidos conjuntamente por Israel e pelos EUA, causaram um número significativo de vítimas. De acordo com um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização humanitária civil, foram registradas pelo menos 201 mortes e cerca de 747 feridos. A agência de notícias Al Jazeera reportou que 24 das 31 províncias iranianas foram afetadas.
Entre as fatalidades, a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna) informou que pelo menos 85 alunas morreram em um ataque a uma escola de meninas na cidade de Minab, província de Hormuzgan. Adicionalmente, 18 civis perderam a vida em uma área residencial na cidade de Lamerd, província de Fars, onde um complexo esportivo e outros locais foram atingidos. O governador de Fars indicou que o número de mortos poderia aumentar.
A ofensiva ocorreu dois dias após negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano, que o Irã afirma ter fins pacíficos, mas que Israel e seus aliados veem com preocupação. A ação militar gerou condenações de diversas nações, incluindo o Brasil, e um pedido de cessar-fogo por parte da ONU. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou os ataques como uma medida de defesa dos americanos, enquanto o Irã declarou ter o direito de se defender, respondendo com ataques a países vizinhos que abrigam bases militares americanas.

