O Japão está passando por uma transformação significativa em sua política de defesa, afastando-se de seu tradicional pacifismo para abraçar um rearmamento estratégico. Essa mudança de rumo é diretamente impulsionada pela crescente percepção de ameaças representadas pela China, Rússia e Coreia do Norte, que criam um cenário de instabilidade geopolítica na região.
Por décadas, a Constituição japonesa, redigida após a Segunda Guerra Mundial, impôs fortes restrições ao desenvolvimento e uso de forças militares. No entanto, a postura assertiva da China no Mar da China Meridional, as ambições nucleares da Coreia do Norte e a guerra na Ucrânia, com o envolvimento da Rússia, têm levado o governo japonês a reavaliar sua estratégia de segurança nacional. O país busca, com isso, fortalecer suas capacidades de defesa e dissuasão, adaptando-se a um ambiente internacional cada vez mais complexo e imprevisível.

