O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou Leonardo Barchini como o novo ministro da Educação. Barchini, que atualmente ocupa o cargo de secretário-executivo da pasta, sucederá Camilo Santana, que deixará o posto para se dedicar à campanha eleitoral deste ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) durante um evento em Brasília que também marcou a inauguração simultânea de 107 obras na área educacional.
Em seu discurso, Lula enfatizou a importância de manter e ampliar os investimentos em educação em todo o território nacional, ressaltando que a área é fundamental para o desenvolvimento do Brasil. Os investimentos federais anunciados, provenientes do Novo PAC e de recursos próprios do MEC, somam R$ 413,49 milhões e destinam-se à construção e melhoria de unidades de ensino.
Um dos destaques do evento foi o avanço na conectividade das escolas. O governo informou que 99 mil escolas já possuem conexão adequada, o que representa mais de 71,7% das unidades de ensino básicas do país. A meta estabelecida é alcançar 137.847 mil escolas conectadas até o fim de 2026, beneficiando cerca de 24 milhões de estudantes. O percentual de escolas com internet era de 45,4% em 2023.
O Ministério das Comunicações detalhou que foram contratados serviços de conectividade para mais 16,7 mil escolas, um passo crucial para a universalização do acesso à internet nas unidades de educação básica ainda não conectadas. A Região Norte registrou um aumento significativo, passando de 4.803 para 12.714 escolas com conectividade adequada. O alcance também cresceu em escolas rurais e em comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas.
No balanço apresentado, o Ministério da Educação informou sobre um total de 9,7 mil obras na área, sendo 7,1 mil em andamento e 2,6 mil já concluídas. Essas intervenções incluem a construção de creches, escolas, novos campi de institutos federais e ampliações e melhorias em estruturas existentes. Especificamente na educação profissional e tecnológica, 43 obras estão sendo realizadas em 12 institutos federais distribuídos por 12 estados, incluindo três novos campi do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

