O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte repúdio à detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel, classificando a ação como “injustificável”. A declaração, feita nesta terça-feira (5), surge após a prorrogação da prisão preventiva do ativista, que foi detido em 30 de abril enquanto participava da Flotilha Global Sumud. A embarcação, que tinha como destino a Faixa de Gaza, foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais, próximo à Grécia.
Thiago Ávila, juntamente com o ativista espanhol Saif Abu Keshek, foi levado para Israel. Outros mais de 100 ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 embarcações, foram encaminhados para a ilha grega de Creta. Em suas redes sociais, Lula descreveu a prisão como uma “séria afronta ao direito internacional” e um ato que “deve ser condenado por todos”.
O governo brasileiro, em coordenação com o governo espanhol, solicitou garantias de segurança para os detidos e a “imediatasoltura” de ambos os cidadãos. A prisão preventiva de Ávila e Abu Keshek foi estendida até a presente data.
A flotilha, que partiu de Barcelona em 12 de abril, tinha como objetivo entregar ajuda humanitária e tentar romper o bloqueio imposto por Israel a Gaza. As autoridades israelenses alegam que os ativistas são suspeitos de crimes como assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com agentes estrangeiros e associação com organizações consideradas terroristas.
Esta não é a primeira vez que incidentes como este ocorrem. Em outubro do ano passado, militares israelenses abordaram uma flotilha similar, resultando na prisão de mais de 450 participantes, incluindo a conhecida ativista sueca Greta Thunberg.

