O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou, durante visita ao complexo industrial da Brainfarma em Anápolis (GO), que o investimento em políticas públicas para garantir o acesso a medicamentos deve ser visto como uma medida essencial para a preservação de vidas, e não como um gasto para o Estado.
Lula relembrou sua trajetória e as dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no passado, que muitas vezes não conseguiam adquirir medicamentos prescritos por falta de recursos, levando a desfechos trágicos. “Eu sou do tempo em que as pessoas pobres iam ao médico, recebiam a receita e levavam para casa, colocando-a embaixo do travesseiro ou em um copo na prateleira, esperando o dinheiro chegar para comprar o remédio. Como o dinheiro não chegava, muitas vezes as pessoas morriam sem poder comprar o medicamento”, relatou o presidente.
O chefe do executivo destacou o programa Farmácia Popular como uma iniciativa fundamental para assegurar o acesso da população a remédios essenciais, considerando tal acesso um direito humano básico. “Se a pessoa não pode comprar, o Estado tem a obrigação de fazer com que ela esse direito. Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro. Eu, sinceramente, não vejo limite de investimento melhor do que colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças neste país”, declarou.
O presidente mencionou que o programa atualmente oferece 41 tipos de medicamentos para uso contínuo. Segundo dados do Ministério da Saúde, alguns desses remédios podem atingir custos de até R$ 1 milhão no mercado, evidenciando a importância da política pública para a acessibilidade.

