O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou, na segunda-feira (28/9), o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
A indicação foi aprovada no começo deste mês pelo Senado Federal, por 63 votos a favor e quatro contra, e pela Câmara dos Deputados, por 404 votos a favor e 61 contrários.
Aprovação acelerada
A facilidade na aprovação do parlamentar teve muito a ver com o apoio recebido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O processo de votação da indicação chegou a ser acelerado: Pacheco deveria ser sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para que a indicação fosse ao plenário, mas houve requerimento para a urgência da indicação. Alcolumbre celebrou o consenso entre os parlamentares.
Perfil
Pacheco, que exerce seu primeiro mandato no Senado e presidiu a Casa entre 2021 e 2024, vai assumir a cadeira do ex-ministro do TCU Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto.
Anteriormente, Lula queria que Pacheco disputasse o governo de Minas Gerais, mas o senador recusou a proposta. Após dizer não ao pedido de Lula, Pacheco chegou a sinalizar a saída da vida pública.
Composição do TCU
Dos nove integrantes do TCU, três são indicados pelo Senado e três pela Câmara dos Deputados. Outros três são indicados pela Presidência da República, com aval do Senado, sendo duas das vagas preenchidas a partir de nomes da carreira de auditores do TCU e de integrantes do Ministério Público de Contas.

