O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (11) a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, em Brasília. Durante o encontro no Palácio do Planalto, Lula reiterou seu apoio à candidatura de Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma posição inédita para uma mulher na história da organização.
Em declarações divulgadas em suas redes sociais, Lula destacou a vasta experiência de Bachelet como chefe de Estado e seu profundo conhecimento sobre a ONU como credenciais importantes para que ela se torne a primeira latino-americana a liderar o organismo internacional. O presidente ressaltou a necessidade de reformulação da ONU e o fortalecimento do multilateralismo durante a conversa.
A disputa pela liderança da ONU, atualmente ocupada pelo português António Guterres em seu segundo mandato (até 2026), já movimenta articulações diplomáticas para o sucessor que assumirá em 1º de janeiro de 2027. A candidatura de Bachelet foi apresentada conjuntamente por Chile, Brasil e México no início de fevereiro. Contudo, após mudanças na presidência chilena, o país sul-americano retirou seu apoio em março, enquanto Brasil e México mantêm o suporte à candidata.
O princípio da rotatividade na ONU favorece a candidatura de um representante da América Latina e Caribe para o próximo ciclo. A figura do secretário-geral da ONU é central na representação do organismo em fóruns globais, na mediação de conflitos e na promoção da paz mundial.
Michelle Bachelet, 74 anos, possui uma extensa carreira política, tendo servido como presidente do Chile por dois mandatos (2006-2010 e 2014-2018). Anteriormente, ocupou os ministérios da Defesa e da Saúde. Sua trajetória, marcada pela luta contra a ditadura chilena, é associada ao campo da centro-esquerda. Internacionalmente, Bachelet já liderou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e a ONU Mulheres.

