Em um cenário de crescente expectativa de vida, impulsionada por avanços tecnológicos, medicamentos e tratamentos, o Brasil enfrenta novos desafios de saúde. Doenças crônicas evitáveis, sedentarismo e o aumento de problemas de saúde mental demandam atenção e estratégias eficazes. Diante disso, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene em alusão ao Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, para discutir a qualidade da formação médica e o futuro da saúde no país.
O deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS) destacou a urgência de priorizar a atenção básica como ferramenta fundamental para a melhoria da qualidade de vida da população. “Sem saúde não há produtividade. Sem saúde, não há dignidade. Sem saúde, não há futuro”, afirmou Ovando, ressaltando a necessidade de o Estado garantir o acesso aos cuidados, mas também de incentivar a responsabilidade individual do cidadão. Ele defendeu uma mudança de paradigma, passando do tratamento de consequências para o enfrentamento das causas primárias dos problemas de saúde, com ênfase na valorização da atenção primária e do papel do médico clínico geral.
A discussão também abordou a proposta do exame nacional de proficiência em medicina, conhecido como “OAB da Medicina”. Rosilane Nascimento Rocha, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, manifestou apoio à aprovação do projeto de lei (PL 448/26) que institui essa avaliação. O projeto, que busca assegurar um padrão de qualidade na formação dos futuros médicos, está em análise na Câmara e tem previsão de votação em plenário ainda no primeiro semestre.

