Apesar do bloqueio de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, o Exército Brasileiro reafirma seu compromisso com as atividades de vigilância e fiscalização nas fronteiras do país. A Operação Escudo, que visa combater crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços como narcotráfico e contrabando, continuará com suas ações permanentes.
No entanto, o contingenciamento orçamentário impõe uma reavaliação de ações adicionais planejadas para intensificar o combate a crimes na região. Embora estas ações extras ainda não tenham sido iniciadas, o comando do Exército está em processo de levantamento para definir quais medidas poderão sofrer ajustes devido à restrição de recursos.
O bloqueio orçamentário, parte de um contingenciamento maior de R$ 22,1 bilhões anunciado pelo governo, é uma medida necessária para cumprir os limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal. A lei, aprovada em 2023, substituiu o antigo teto de gastos e busca controlar a dívida pública, apesar de críticas sobre a desproporcionalidade entre gastos obrigatórios com juros e investimentos em áreas essenciais como saúde e segurança.
A necessidade do bloqueio se dá, segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, pela necessidade de acomodar o crescimento de despesas obrigatórias, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e benefícios previdenciários. Em contrapartida, houve uma redução na previsão de gastos com o funcionalismo público.

