Em um sábado marcado por reações globais, diversas nações e organizações internacionais condenaram os recentes ataques militares que envolveram o Irã, Estados Unidos e Israel, além de ações que impactaram países do Golfo Pérsico. As manifestações, predominantemente divulgadas em redes sociais, clamam pela interrupção das hostilidades, pelo respeito ao direito internacional e pela retomada de negociações diplomáticas.
A Arábia Saudita, através de seu Ministério das Relações Exteriores, classificou como “flagrante agressão iraniana” e violação da soberania de nações como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Kuwait e Jordânia. O governo saudita expressou solidariedade “total e inabalável” aos países afetados e alertou para as “graves consequências” da contínua desobediência aos princípios do direito internacional, colocando-se à disposição para apoiar medidas de defesa soberana.
O Catar também se pronunciou, condenando o lançamento de mísseis balísticos iranianos contra seu território e classificando o ato como uma afronta à sua soberania e integridade territorial. Doha ressaltou seu direito de responder proporcionalmente, em conformidade com o direito internacional, e reafirmou seu histórico de defesa do diálogo com Teerã para a resolução de disputas regionais. O país manifestou solidariedade ao Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Bahrein, exigindo o fim imediato de ações que possam intensificar o conflito.
A China, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, expressou “extrema preocupação” e demandou a cessação imediata das atividades militares. Pequim defende o respeito à soberania e integridade territorial do Irã, além de enfatizar a necessidade de diálogo para a manutenção da estabilidade no Oriente Médio.
A União Africana, em nota oficial assinada pelo presidente da Comissão, Mahmoud Ali Youssouf, manifestou “profunda preocupação” com a escalada militar. O bloco alertou para os potenciais impactos de um conflito intensificado nos mercados de energia, segurança alimentar e estabilidade econômica, especialmente para nações africanas já fragilizadas. A entidade apelou por moderação, desescalada urgente e respeito à Carta das Nações Unidas, oferecendo apoio a iniciativas de mediação, como as conduzidas por Omã.
Essas declarações ocorrem em um cenário de crescentes tensões no Oriente Médio, com líderes internacionais alertando para o risco iminente de um confronto regional de maiores proporções e com consequências globais.

