Em um evento marcante realizado no Píer Mauá, a Petrobras batizou o Starnav Elektra, embarcação que representa um marco significativo para a companhia: é o primeiro navio a operar com uma tripulação inteiramente composta por mulheres.
A Starnav Elektra é a primeira entrega do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras focada na modernização e expansão de sua frota. Construída no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), a embarcação agora se prepara para atuar nas operações das bacias petrolíferas brasileiras, representando um investimento de R$ 450 milhões.
O navio Starnav Elektra realizou um trajeto inédito de Santa Catarina ao Rio de Janeiro com uma tripulação de 16 mulheres, lideradas pela comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon. Este feito pioneiro destaca o compromisso da Petrobras com a diversidade e a inclusão no setor naval.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, ressaltou a importância dos investimentos da companhia na indústria naval e offshore. Segundo ela, essas iniciativas não só impulsionam um novo ciclo de negócios e oportunidades para o setor, mas também otimizam o retorno de capital da estatal.
“São projetos que nos trazem mais eficiência e lucro. Quando utilizamos nossa própria frota estamos economizando recursos e valorizando o portfólio da Petrobras”, afirmou Chambriard, enfatizando o compromisso da empresa com a renovação da frota, essencial para a segurança e continuidade da indústria nacional.
A presidente informou que a Petrobras já contratou 48 barcos até o final deste ano e tem a entrega de 96 embarcações prevista até o final de 2025, incluindo barcaças e empurradores. Ela destacou o excelente desempenho das empresas brasileiras no cumprimento desses contratos.
Em consonância com as metas de transição energética, os novos navios do tipo PSV (Platform Supply Vessel) estão equipados com sistemas modernos de geração e distribuição de energia. Eles incluem bancos de baterias, monitoramento de consumo por telemetria e a possibilidade de utilização futura de combustíveis renováveis, visando a redução do impacto ambiental.
Adicionalmente, as embarcações incorporam tecnologias avançadas de pintura e sistemas anti-incrustantes, projetadas para diminuir o consumo de combustível e as emissões de gases poluentes, alinhando a operação da frota com práticas mais sustentáveis.

