Uma rebelião foi registrada na tarde desta terça-feira (1º) na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na BR-174, nas proximidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na zona rural de Manaus.
Segundo informações preliminares, quatro policiais militares estariam sendo mantidos como reféns dentro da unidade. Os relatos apontam que entre eles estão dois oficiais. Os agentes estariam sob a custódia dos próprios policiais militares que participam do motim.
As informações iniciais indicam que os quatro reféns estão em uma cela. Entre os agentes citados nos primeiros relatos estão um major, um aspirante e dois praças. A identificação de todos os envolvidos ainda não foi confirmada oficialmente.
O policial apontado como líder do movimento é Davi Bryan, também identificado em alguns relatos como Davi Praia. Segundo as informações apuradas, ele estaria à frente do motim iniciado durante a tarde.
Motivo do motim
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação da rebelião. Informações preliminares, porém, apontam que uma das principais reivindicações dos amotinados seria o retorno ao antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar, localizado no bairro Monte das Oliveiras.
A unidade atual teria sido instalada em maio deste ano, após a transferência de mais de 70 policiais militares que estavam custodiados no antigo núcleo. O espaço do Monte das Oliveiras passou por reformas e era destinado a policiais que haviam cometido algum tipo de irregularidade e, por isso, estavam afastados do convívio nas ruas.
Segundo denúncias mencionadas nos relatos sobre a unidade antiga, os policiais custodiados teriam acesso a algumas regalias, como televisão, celulares, bebidas alcoólicas e churrascos aos fins de semana. Por causa dessas condições, o local chegou a ser apelidado de “presídio de luxo”.
Ainda conforme as informações preliminares, os amotinados teriam impedido a presença do Ministério Público no local para negociar as condições de custódia.
Diretor teria sido feito refém
Os primeiros relatos também apontam que o diretor da unidade teria sido feito refém durante a ocorrência, mas posteriormente teria sido liberado. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente.
Equipes das forças de segurança foram mobilizadas e seguem acompanhando a ocorrência. Até o momento, não há confirmação oficial sobre possíveis feridos ou sobre o número total de envolvidos no motim.
A situação permanece em andamento, e novas informações devem ser divulgadas conforme as autoridades confirmarem os detalhes da ocorrência.
Com informações da TV Norte.

