O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), manifestou apoio às ações do governo federal destinadas a mitigar os efeitos da instabilidade geopolítica no Oriente Médio sobre os preços do diesel. Em entrevista à Rádio Câmara nesta terça-feira (24), Jardim defendeu a inclusão dos estados nas iniciativas de controle de custos.
O governo federal anunciou uma série de medidas para conter a escalada nos preços do combustível, incluindo a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, a oferta de subsídios a produtores e importadores, e o reforço na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário. Arnaldo Jardim ressaltou a importância de garantir o respeito à tabela de fretes, que, segundo ele, tem sido desrespeitada, com valores praticados acima do estabelecido.
Jardim também criticou a conduta de distribuidoras e postos de gasolina que, segundo sua percepção, teriam manipulado estoques e especulado com aumentos de preço no início do conflito no Oriente Médio. Ele destacou a dependência do Brasil em relação ao diesel importado, que representa entre 25% e 28% do consumo nacional, e sua importância para o transporte de cargas e passageiros.
Uma das propostas defendidas pelo deputado para estabilizar os preços e reduzir o risco de desabastecimento é a ampliação do percentual de biodiesel na mistura do combustível comercializado no país. Arnaldo Jardim, que foi relator da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24), mencionou que, embora a legislação preveja um aumento gradual para até 20% de biodiesel até 2030, testes já indicam a viabilidade de elevar a mistura para 17% ainda neste ano, partindo dos atuais 15%.
Adicionalmente, o parlamentar sugeriu o aumento da mistura de etanol na gasolina, propondo elevar dos atuais 30% para 32%, devido à disponibilidade de produção. Jardim também abordou o impacto da guerra no fornecimento de fertilizantes, lembrando que o Irã e Omã, afetados pelo conflito, são fornecedores importantes de ureia para o Brasil. Ele informou ter discutido com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a necessidade de restabelecer um plano nacional para o fornecimento de fertilizantes.

