A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (7), um debate crucial sobre a viabilidade e a adaptação da tecnologia de Small Modular Reactors (SMRs) para a matriz energética brasileira. Esses reatores, versões compactas de usinas nucleares convencionais, prometem revolucionar a produção de energia, oferecendo soluções flexíveis para locais de difícil acesso, regiões remotas e aplicações industriais específicas.
A principal vantagem dos SMRs reside na sua modularidade, permitindo a expansão da capacidade de geração conforme a demanda, e na sua instalação em áreas com menor infraestrutura. A discussão, agendada para as 16 horas no plenário 14, visa aprofundar o entendimento sobre o potencial desses reatores para expandir o acesso à energia limpa e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico em diversas regiões do país.
A iniciativa do debate partiu dos deputados General Pazuello (PL-RJ) e Julio Lopes (PP-RJ), que destacam o interesse global pela tecnologia. Conforme apontam os parlamentares, aproximadamente 30 nações já exploram projetos de SMRs. Apesar de o Brasil possuir expertise consolidada no ciclo do urânio, o país encontra-se em fases embrionárias no desenvolvimento desta tecnologia específica.
Os defensores dos SMRs ressaltam seus atributos inovadores, como a ausência de emissão de poluentes e a capacidade de operar de forma autônoma, sem depender exclusivamente da rede elétrica tradicional. Esses fatores os posicionam como uma alternativa promissora para a diversificação energética e a segurança no fornecimento de eletricidade.

