Uma delegação cubana e representantes dos Estados Unidos se reuniram em Havana para discutir questões bilaterais, com foco principal na suspensão do embargo energético imposto à ilha. A confirmação do encontro foi feita por Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Estados Unidos, em declarações ao jornal Granma.
Durante a sessão de trabalho, diplomatas cubanos expressaram a necessidade urgente de que Washington retire as restrições energéticas, classificadas como um ato de coerção econômica injustificado e uma punição à população. A delegação cubana ressaltou que o embargo afeta não apenas o país, mas também atua como uma forma de pressão global contra nações soberanas que buscam negociar o fornecimento de combustível, em conformidade com os princípios do livre comércio.
O lado americano foi representado por secretários-adjuntos do Departamento de Estado, enquanto a delegação cubana contou com a participação de autoridades no nível de vice-ministro das Relações Exteriores. Segundo García, o diálogo foi descrito como respeitoso e profissional, sem que nenhuma das partes estabelecesse prazos ou fizesse declarações coercitivas, desmentindo informações veiculadas pela mídia americana.
A reunião discreta abordou temas sensíveis da agenda bilateral. A delegação cubana reiterou sua disposição em dialogar com os Estados Unidos, desde que as conversas ocorram em um ambiente de respeito mútuo e sem interferências. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia manifestado anteriormente a possibilidade de acordos em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes, desde que em termos de igualdade e com pleno respeito à soberania e ao direito internacional.
A intensificação do bloqueio, iniciada em janeiro de 2019 com uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional, tem gerado escassez de combustível em Cuba, impactando o cotidiano da população. Essa medida permite a Washington sancionar países que forneçam petróleo à ilha, direta ou indiretamente.

