A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2024 subiu para 4,91%, um leve aumento em relação à previsão anterior de 4,89%. Essa estimativa consta no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) e que compila as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.
Esta é a nona semana consecutiva em que a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é elevada. O aumento é influenciado, em parte, pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impactam os preços de combustíveis e outros bens, pressionando a inflação geral. A meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que significa que o teto é de 4,5%. Com a projeção em 4,91%, o mercado indica que a meta anual será descumprida.
Em março, a alta acumulada dos preços foi de 0,88%, impulsionada principalmente pelos setores de transportes e alimentação, superando os 0,7% registrados em fevereiro. No acumulado de 12 meses até março, o IPCA atingiu 4,14%, segundo dados do IBGE.
Olhando para o futuro, as projeções para a inflação em 2027 se mantêm em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.
Quanto à taxa Selic, o principal instrumento do BC para controlar a inflação, a expectativa para o final de 2026 permanece em 13% ao ano. Projeções futuras indicam uma redução gradual para 11,25% em 2027 e 10% em 2028 e 2029.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento para o Brasil em 2024 se manteve em 1,85%. Para 2027, a projeção para o PIB variou ligeiramente de 1,75% para 1,76%. O mercado financeiro estima uma expansão de 2% para os anos de 2028 e 2029.
A estimativa para a cotação do dólar no final de 2024 está em R$ 5,20, com projeção de R$ 5,30 para o fim de 2027.

