As empresas Meta controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp e ByteDance (TikTok) suspenderam nesta terça-feira (1º) os perfis do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão). A medida foi adotada em cumprimento a uma decisão proferida na segunda-feira (31) pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli, que determinou a interrupção da campanha digital da presidência devido a irregularidades identificadas na comunicação de perfis de redes sociais apresentadas à Justiça Eleitoral.
Além da suspensão das contas, a determinação do TSE sustou os repasses e os gastos com recursos do Fundo Eleitoral, além de vetar a participação do candidato em debates. Com isso, o nome de Renan Santos foi excluído do debate promovido pela Terra e outros 10 veículos, agendado para o dia 14 de setembro, às 22h, que reunirá os principais concorrentes ao Planalto. As plataformas informaram à Corte que cumpriram integralmente as ordens judiciais, inclusive retirando os endereços das recomendações algorítmicas dos aplicativos.
Em coletiva de imprensa, Renan Santos classificou a ordem monocrática como “absurda” e afirmou ser “vítima de perseguição”. O candidato declarou que a medida configura uma “cassação branca” e criticou o que apelou de interferência indevida do Judiciário no processo eleitoral. Questionado sobre os próximos passos, o presidente afirmou que ainda não sabe qual será o destino de sua campanha, mas disse acreditar que a decisão judicial será revertida pelas instâncias competentes.

