A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu, nesta sexta-feira (18/9), ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva. O pedido é endereçado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Segundo os advogados, o requerimento é dirigido à Presidência do STF “porque a condução dos feitos relacionados à operação Compliance Zero encontra-se, neste momento, em situação de indefinição”.
Conforme mostrou a CNN, a defesa entende que houve o fim do prazo de 90 dias sem nova revisão da prisão. A prisão preventiva foi cumprida em 4 de março de 2026, e o segundo ciclo de 90 dias terminou em 31 de agosto. Os advogados sustentam, portanto, que o STF deve fazer uma nova análise do caso.
A defesa também elenca um “esvaziamento dos motivos que levaram à prisão”, citando intimidações, valores encontrados em conta do pai de Vorcaro e seu poder econômico e influência — fatores que, segundo os advogados, teriam sido neutralizados ou perdido relevância atualmente. Sobre o poder econômico, a defesa argumenta que o patrimônio de Vorcaro estaria neutralizado pelos bloqueios judiciais e questiona a competência do STF para analisar esses episódios, uma vez que “os episódios de suposta intimidação envolveriam situações privadas, sem conexão direta com a investigação sobre Banco Master”, sustentando que não haveria conexão ou continência que justificasse a competência do Supremo para analisá-los.
A última decisão que manteve Vorcaro preso é do dia 25 de junho e foi dada pelo então ministro relator do caso, André Mendonça. Fachin poderá decidir monocraticamente sobre o pedido; se rejeitar, cabe agravo ao plenário.

