A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS adiou para a próxima semana quatro depoimentos que estavam marcados para esta quinta-feira (12). Entre os convocados cujas oitivas foram remarcadas estão a presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, Leila Pereira, e o CEO do Banco C6 Consignado S.A., Artur Ildefonso Brotto Azevedo.
A defesa de Leila Pereira apresentou um argumento baseado em uma decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que, segundo os advogados, tornaria facultativo o comparecimento da empresária à CPMI na data original. No entanto, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contestou essa interpretação. Viana esclareceu que a decisão do STF suspendeu apenas a quebra de sigilo fiscal em bloco, mas manteve a obrigatoriedade da presença dos convocados. Diante do que classificou como uma nova interferência do Supremo no trabalho do Legislativo, Viana reagendou o depoimento de Leila Pereira para a próxima quarta-feira (18).
O depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A., foi remarcado para quinta-feira (19). Apesar de uma decisão do ministro do STF, André Mendonça, determinar a obrigatoriedade de sua presença, o executivo alegou compromissos prévios com o conselho de administração da instituição financeira.
Outros dois depoimentos também foram adiados. A diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Lea Bressy Amorim, apresentou atestado médico e ficará afastada até 15 de março. Após essa data, será realizada uma perícia médica e, se confirmada sua recuperação, sua oitiva ocorrerá na mesma quinta-feira (19). Por fim, o tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, que está preso, aguarda autorização do ministro André Mendonça para poder comparecer à CPMI.

