A balança comercial brasileira apresentou um saldo positivo de US$ 7,4 bilhões em agosto, um aumento de 23,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este resultado, impulsionado pelas exportações de commodities como petróleo, soja, cobre e café, representa o terceiro maior superávit já registrado para o mês de agosto na série histórica.
O desempenho foi significativamente influenciado pelo crescimento de 12,2% nas exportações totais, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A corrente de comércio, que engloba a soma de exportações e importações, atingiu US$ 58,9 bilhões, estabelecendo um novo recorde para meses de agosto.
As exportações foram lideradas pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio. Destaque para o setor extrativo, com crescimento de 16,4%, impulsionado por minérios de cobre, níquel, petróleo bruto e minério de ferro. A indústria de transformação viu um aumento nas vendas de combustíveis, carnes de aves e farelos de soja, enquanto o agronegócio se beneficiou das exportações de soja, café e animais vivos.
Apesar do cenário positivo, as exportações de minério de ferro apresentaram queda de 10,8% devido à redução no preço médio e no volume. As vendas de carne bovina também recuaram 19,7%, em decorrência do atingimento da cota de importação estabelecida pela China.
As exportações brasileiras cresceram para a maioria dos mercados, incluindo a Europa e a África, que registraram aumentos de 22,1% e 20,5%, respectivamente. As vendas para os Estados Unidos também avançaram 11,5%, mesmo diante de tensões comerciais.
As importações também registraram alta de 9,2%, com destaque para bens de capital, que tiveram um aumento de 29,3%, e bens de consumo, com elevação de 15%. No acumulado de janeiro a agosto, o superávit comercial atingiu US$ 55,3 bilhões, o segundo maior valor desde o início da série histórica em 1989.
O Mdic revisou para cima suas projeções para o ano, estimando um superávit de US$ 90 bilhões, superior às previsões de instituições financeiras, que apontam para US$ 78 bilhões.

