A moeda americana encerrou a sessão desta quinta-feira (1º) com valorização de quase 1% frente ao real, fechando cotada a R$ 5,224. O movimento de alta foi influenciado por um cenário internacional de aversão ao risco, exacerbado pelas crescentes tensões no Oriente Médio e pela disparada nos preços do petróleo.
No mercado de ações, o Ibovespa conseguiu avançar, impulsionado principalmente pelo desempenho positivo das ações da Petrobras. No entanto, a cautela predominou entre os investidores, que monitoraram de perto o cenário externo e a iminência do primeiro turno das eleições presidenciais.
O dólar comercial registrou uma alta de 0,97%, atingindo R$ 5,224 ao final do dia. Durante a sessão, a cotação oscilou entre R$ 5,169 na mínima e R$ 5,240 na máxima. Apesar do avanço diário, a moeda acumula uma desvalorização de 4,83% no ano.
O comportamento do dólar no Brasil espelhou a tendência observada no mercado global. O índice DXY, que compara a divisa americana com uma cesta de seis moedas fortes, também apresentou valorização, indicando um movimento de busca por ativos considerados mais seguros.
As preocupações com os desdobramentos econômicos da guerra no Oriente Médio foram um fator chave para o aumento da volatilidade. A elevação nos preços do petróleo intensificou os receios sobre a inflação, levando investidores a migrarem para ativos de menor risco.
Em contrapartida, o Ibovespa encerrou o primeiro dia de outubro em alta de 0,46%, alcançando 187.197,46 pontos. A sustentação veio das ações da Petrobras, diretamente beneficiadas pela alta expressiva do petróleo Brent, que subiu 4,37% e fechou a US$ 102,31 o barril. O petróleo WTI também avançou, fechando a US$ 92,87.
A escalada do preço do petróleo foi motivada por informações sobre o deslocamento de forças militares dos EUA para o Oriente Médio e incertezas adicionais sobre o conflito com o Irã. Paralelamente, o mercado reagiu à possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia e à suspensão das exportações de derivados de petróleo pela China.

