As negociações entre representantes dos Estados Unidos e do Irã adentraram uma fase de discussões técnicas detalhadas neste sábado, com expectativa de que os diálogos se estendam pela madrugada no Paquistão. O objetivo é selar um acordo que, se alcançado, pode ter repercussões globais.
Fontes indicam que as equipes diplomáticas estão debruçadas sobre os pormenores finais de um possível entendimento. A agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária iraniana, aponta o Estreito de Ormuz como o principal obstáculo. A vital passagem marítima, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial, encontra-se atualmente sob bloqueio iraniano, uma situação que o presidente Donald Trump exige seja revertida.
Paralelamente, o Irã busca o descongelamento de seus ativos financeiros e uma compensação por supostos ataques perpetrados por forças americanas e israelenses. A agência Tasnim também relata que as exigências americanas são vistas como desproporcionais pela delegação iraniana, enquanto o lado dos EUA ainda não emitiu pronunciamentos oficiais sobre o andamento das conversas.
As reuniões ocorrem em um hotel na capital paquistanesa desde o início do dia. A iniciativa para este encontro surge após o presidente Trump ter ordenado um cessar-fogo na terça-feira passada, abrindo caminho para a busca por um acordo de paz entre as duas nações.

