Os eleitores húngaros vão às urnas neste domingo, 12 de maio, para definir a composição da Assembleia Nacional, que posteriormente escolherá o próximo primeiro-ministro do país. A eleição marca um momento crucial para a Hungria, com o nacionalista Viktor Orbán, que lidera o país há 16 anos, enfrentando uma forte concorrência.
Viktor Orbán, conhecido por suas alianças com figuras como Donald Trump e Vladimir Putin, pode ter seu longo período no poder interrompido. As pesquisas indicam que Peter Magyar, do partido de centro-direita Tisza, emerge como seu principal adversário e aparece na liderança das intenções de voto. No entanto, a disputa permanece acirrada, com um número significativo de eleitores indecisos e a influência do voto de húngaros étnicos em países vizinhos, que majoritariamente apoiam o partido governista Fidesz.
Fatores como a estagnação econômica, o aumento do custo de vida e o enriquecimento de oligarcas ligados ao governo têm impactado negativamente a imagem de Orbán junto a uma parcela do eleitorado. Esses elementos criam um cenário de incerteza para o futuro político do país.
Peter Magyar, de 45 anos, tem centrado sua campanha em promessas de combate à corrupção, liberação de fundos europeus congelados, tributação dos mais ricos e reformas no sistema de saúde. Ele também sinaliza uma aproximação com o Ocidente, buscando distanciar a Hungria da influência russa e evitar que o país se torne um “fantoche russo”.
Esta eleição é de grande importância para a Hungria, uma nação com 9,6 milhões de habitantes, e também atrai a atenção de toda a Europa. Analistas destacam o papel estratégico da Hungria nas relações internacionais, como um interlocutor dentro da União Europeia com laços energéticos com a Rússia e uma postura crítica em relação à Ucrânia. Nos Estados Unidos, o país é observado como um modelo de política soberanista. A dinâmica deste pleito poderá redefinir a trajetória da Hungria no cenário europeu e global.

