A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu um passo importante na valorização de motoristas profissionais que mantêm um bom histórico no trânsito. Um projeto de lei aprovado pela comissão propõe a criação de mecanismos para incentivar e reconhecer condutores com comportamento exemplar nas vias.
A iniciativa visa integrar esses motoristas ao Registro Nacional Positivo de Condutores. Este registro é destinado a formar uma base de dados de condutores que não tenham cometido infrações de trânsito durante um período determinado, promovendo uma política de trânsito que vai além da punição e foca no estímulo a boas práticas.
O texto aprovado é um substitutivo do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), que incorporou a proposta ao Código de Trânsito Brasileiro. A ideia original era criar um Cadastro Positivo de Motoristas Profissionais como uma lei à parte, mas a reformulação busca uma integração mais direta com a legislação existente.
O novo registro poderá compilar informações relevantes sobre o histórico de cada condutor, como a ausência de infrações gravíssimas, a participação em cursos de direção defensiva e um histórico de condução sem acidentes. É importante ressaltar que a inclusão desses dados dependerá da autorização explícita do motorista, em conformidade com as leis de proteção de dados pessoais.
Os condutores profissionais que se enquadrarem nesse registro positivo poderão usufruir de uma série de benefícios oferecidos por entidades públicas e privadas. Entre as vantagens previstas estão a possibilidade de redução no valor de seguros de veículos, acesso prioritário a oportunidades de emprego na área e condições mais favoráveis em financiamentos e locações de carros.
Segundo o deputado Ricardo Ayres, a proposta tem como objetivo principal valorizar a categoria dos motoristas profissionais e, simultaneamente, aumentar a segurança nas estradas. Ele destacou que a iniciativa se alinha com metas de promoção da segurança viária e incentivo a comportamentos preventivos, buscando reduzir o número de acidentes por meio de estímulos positivos.
O projeto agora seguirá para análise nas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado nessas instâncias em caráter conclusivo, o texto ainda precisará ser votado por deputados e senadores, e posteriormente sancionado pela Presidência da República para se tornar lei.

