O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou profunda preocupação com a crescente tensão militar entre o Irã e os Estados Unidos, condenando firmemente os ataques direcionados a infraestruturas civis no Irã e em outras áreas da região.
Em uma coletiva de imprensa realizada em Nova York, o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, classificou tais ataques como “inaceitáveis”, ressaltando a posição de Guterres de que a crise não possui uma solução militar viável. A ONU defende o reforço dos esforços diplomáticos para encontrar um desfecho pacífico e duradouro para o conflito, que assegure a plena restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
Haq reiterou a posição do Secretário-Geral, enfatizando que o Irã não deve realizar ataques contra países vizinhos, uma condenação já expressa anteriormente. Ele alertou para o risco de novas escaladas em uma região já marcada pela instabilidade, apelando a todas as partes envolvidas para que demonstrem máxima contenção, evitem ações que possam piorar a situação e priorizem a desescalada das tensões.
O conflito escalou com os Estados Unidos realizando ataques a pontes e um aeroporto no Irã. Em retaliação, o Irã teria atingido uma usina de energia e uma planta de dessalinização no Kuwait, expandindo o alcance dos confrontos para alvos civis. Incidentes marítimos também aumentaram a preocupação, com fuzileiros navais americanos abordando um petroleiro perto do Estreito de Ormuz e outra embarcação sendo apreendida por homens armados na costa do Iêmen, afetando corredores cruciais para o transporte de petróleo.

