O União Brasil e o PP oficializaram, nesta quarta-feira (7/10), o apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Em entrevista coletiva, o senador agradeceu à aliança com os partidos, pelos quais já passou, e destacou sua liderança nas urnas no primeiro turno.
“(Quero) Agradecer a esse apoio formal aqui da federação, União e Progressistas, inclusive dois partidos pelos quais já passei. Então, eu me sinto muito, muito em casa”, disse Flávio.
Coletiva no QG de campanha
O candidato do PL tenta formar uma “frente ampla” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na reta final da disputa. A coletiva foi concedida em frente ao QG de campanha, no Lago Sul, em Brasília, onde Flávio se reuniu com integrantes da Federação União-Progressistas para tratar do apoio.
Ao falar sobre o segundo turno, o senador afirmou que o país tem dois caminhos. “O Brasil agora tem dois caminhos, inevitavelmente. É o caminho do que tá aí, do governo de recordes negativos, né, recorde de morte de mulheres, recorde de pessoas endividadas, é recorde de imposto alto, recorde de empresas quebradas, recorde de criminalidade”, disse.
Flávio também respondeu a questionamentos sobre os aliados que o cercavam. “Eu acho que a resposta vem nas urnas, com essas pessoas que estão aqui ao meu lado e atrás de mim. Eles foram escolhidos, eles representam vários segmentos da população em seus estados. Podem questionar o que quiserem, mas são os que têm voto. Isso aqui é democracia, e é com essas pessoas que eu vou governar”, declarou.
Neutralidade no primeiro turno
Antes do resultado do primeiro turno, as duas legendas haviam se declarado neutras, permitindo que parlamentares e candidatos fizessem articulações regionais a favor ou contra a reeleição de Lula. O atual ministro do Turismo, Gustavo Costa Feliciano, é filiado ao União Brasil.
Outros apoios
O Novo também deve formalizar apoio a Flávio. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do partido, já havia dito que acreditava em uma aliança da direita no segundo turno e que faria oposição à reeleição petista. Ele terminou a campanha em quinto lugar, com 0,27% dos votos.
Na terça-feira (6/10), o ex-candidato ao Planalto Ronaldo Caiado (PSD) declarou que vai apoiar Flávio. “Goiás vai dar a maior vitória ao Flávio Bolsonaro nessa eleição. A mobilização vai ser em tempo integral”, afirmou.
*com informações da CNN

