Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo nas eleições deste domingo (4/10), com 1.956.238 votos válidos. A votação a colocou bem à frente do segundo colocado, o veterano Eduardo Suplicy (PT), que recebeu 654.627 votos.
Antes de chegar à Assembleia Legislativa de São Paulo, Eduarda foi vereadora de Praia Grande, no litoral paulista. Eleita em 2024 com 3.583 votos, tornou-se a mais jovem a ocupar o cargo na cidade.
Declarações sobre povos indígenas
Em maio deste ano, Eduarda ganhou repercussão nas redes sociais após fazer declarações sobre povos indígenas durante participação no podcast RedCast. Na ocasião, ela afirmou que indígenas “cometiam canibalismo no Brasil” antes da chegada dos portugueses, em 1500. As falas geraram acusações de racismo e uma denúncia apresentada pela rapper indígena Katú Mirim.
Apoio político
Durante a campanha, Eduarda declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e contou com o apoio de nomes do partido e de aliados em São Paulo. Entre eles estavam os senadores eleitos Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL), o governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado federal mais votado no estado, Lucas Pavanato (PL).
Eduarda e Pavanato também produziram conteúdos juntos durante a campanha. Em março, os dois afirmaram ter sido hostilizados no campus da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, enquanto realizavam uma ação para discutir o aborto. Na ocasião, Eduarda relatou ter sido agredida com um soco na boca e disse que teve o celular roubado.
Quem é Eduarda Campopiano
Maria Eduarda Campopiano Monteiro nasceu em 22 de julho de 2003, em Campinas (SP). Influenciadora digital, ela se apresenta como apoiadora do conservadorismo, antifeminista e defensora de valores tradicionais.
Nas redes sociais, ganhou notoriedade com vídeos sobre temas como aborto, feminismo e a chamada “cultura woke”. Soma mais de 160 mil seguidores no Instagram e 226 mil no TikTok.
Em 2023, chegou a iniciar um curso de Ciência Política na modalidade de ensino a distância, mas não manteve a matrícula no ano seguinte. Na biografia publicada no site da Câmara de Praia Grande, a parlamentar afirma ser leitora de autores como Olavo de Carvalho e Roger Scruton.

