O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março no Complexo da Papuda, em Brasília (DF), divulgou uma carta por meio de seu advogado, na terça-feira (13/10), reforçando a disposição de colaborar com as investigações em curso. A informação é do analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, em participação no Live CNN. No documento, Vorcaro afirma querer falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e sobre todas as suas relações.
O conteúdo da carta
“Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal”, declarou Vorcaro.
No último parágrafo, ele reforçou sua posição: “Manifesto de forma clara toda a minha disposição para colaborar com as investigações para que todos conheçam a verdade por inteiro”.
Contexto da divulgação
A carta foi divulgada depois de uma reportagem do portal UOL citar que Vorcaro seria sócio de uma rede de prostituição e exploração de mulheres internacionais no Brasil. Segundo Elijonas Maia, o ex-banqueiro nega a autenticidade de uma mensagem a ele atribuída e aproveita o documento para reafirmar que deseja falar com transparência e objetividade sobre seus contatos e relações. É a primeira vez que ele se manifesta publicamente à imprensa desde a prisão.
Tentativas anteriores de colaboração
De acordo com o analista, Vorcaro já havia tentado formalizar propostas de delação premiada por duas vezes. A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, rejeitaram formalmente os acordos, sob o argumento de que ele não estava colaborando de maneira efetiva. Segundo Maia, Vorcaro chegou a assinar o termo de confidencialidade para avançar com a proposta, mas as autoridades concluíram que não havia informações novas sendo oferecidas.
O ex-banqueiro prestará novo depoimento à PF na quinta-feira (15/10), por videoconferência.

