Instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Catar foram novamente alvo de ataques na madrugada desta quinta-feira (19), segundo a Catar Energy. A empresa relatou incêndios de grandes proporções e danos extensos em diversas unidades, marcando o segundo ataque iraniano contra infraestruturas energéticas do país em menos de 24 horas.
O incidente ocorre em um contexto de escalada de tensões na região. Na quarta-feira (18), a refinaria de Ras Laffan, também no Catar, já havia sofrido danos significativos. Os novos ataques acontecem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado destruir o campo de gás iraniano South Pars, que o Irã divide com o Catar no Golfo Pérsico.
Trump declarou que Israel seria o responsável pelos ataques anteriores ao campo de gás iraniano e afirmou que, caso o Catar fosse atacado novamente, os EUA retaliariam com força total contra o campo de South Pars, independentemente da participação israelense. A chefe da Casa Branca reforçou que não hesitaria em usar tal força se o GNL do Catar fosse novamente alvo.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, advertiu que o país não manterá a contenção caso suas infraestruturas sejam atacadas novamente. Ele declarou que a resposta iraniana a um ataque anterior de Israel foi apenas uma fração de seu poder e que qualquer resolução para o conflito atual deve considerar os danos às instalações civis iranianas.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também emitiu um comunicado, considerando um grave erro de cálculo o ataque às instalações energéticas iranianas. A Guarda advertiu que novos ataques contra o Irã levariam a retaliações contínuas e mais intensas contra as redes energéticas do agressor e seus aliados, até sua completa destruição.
A escalada do conflito tem gerado preocupação no mercado global, com o preço do petróleo apresentando alta.

