O deputado federal e candidato à vice-presidência Alfredo Gaspar (PL) afirmou, nesta quarta-feira (7/10), que a Justiça “demorou” a arquivar a acusação de estupro feita contra ele pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). “O que eu posso dizer é que a Justiça demorou um bocado. No primeiro dia, eu disse que era mentira”, declarou. À época da acusação, a Polícia Federal também havia pedido que o caso fosse investigado.
Na noite de terça-feira (6/10), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação.
A acusação
A acusação foi feita pelos parlamentares durante a última sessão da CPMI do INSS, relatada por Gaspar. Segundo a denúncia, o deputado teria mantido relações sexuais com uma menor de idade, então com 13 anos, e a relação teria resultado no nascimento de uma filha, hoje com 8 anos.
Desde o início, Gaspar negou o caso e chegou a pedir ao STF que acelerasse a realização de testes de DNA para comprovar que não cometeu o crime.
Arquivamento
A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido o arquivamento sob o argumento de falta de provas e de contradições nos depoimentos dos envolvidos. Gilmar, relator do caso, acatou o pedido da Procuradoria e mandou arquivar a investigação.

