A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL), a mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026, já havia sido alvo de críticas por um episódio envolvendo a culinária amazonense, informou-se nesta quarta-feira (7/10). Ela recebeu 1.956.238 votos.
Em maio deste ano, Eduarda participou de um jantar ligado ao Partido Liberal (PL), em Manaus. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o influenciador Wess Guimarães comentando pratos típicos do Amazonas. As falas foram interpretadas por internautas como deboche da culinária regional.
O que mostra o vídeo
Nas imagens, Wess cita alimentos como tucupi, tacacá, tambaqui e turu e ironiza os nomes dos pratos. Em seguida, afirma que os amazonenses teriam “preguiça de botar nome nas comidas”.
Na sequência, Eduarda também aparece comentando os nomes da culinária regional. “Eles batem a cabeça no teclado e veem o que sai, e fim”, disse a então vereadora de Praia Grande.
A repercussão ocorreu nas redes sociais, onde usuários criticaram as declarações e consideraram que os comentários desrespeitavam a cultura e a culinária do Amazonas.
Quem é Eduarda Campopiano
Aos 23 anos, Eduarda foi eleita deputada estadual pelo PL em 2026. Antes, era vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, mandato conquistado em 2024. Na eleição deste ano, obteve 8,39% dos votos válidos e terminou como a candidata mais votada para a Alesp.
A parlamentar ganhou projeção nacional pela atuação nas redes sociais e por posições conservadoras. Durante a campanha, apresentou-se como “a maior inimiga das feministas de São Paulo” e defendeu pautas alinhadas à direita.
Além do episódio da culinária amazonense, Eduarda esteve no centro de outras controvérsias ao longo de 2026, incluindo declarações sobre feminismo, povos indígenas e identidade de gênero, que provocaram críticas e reações de outros grupos políticos e sociais. A nova deputada tomará posse na Alesp em fevereiro de 2027.

