André Fufuca fez um balanço de sua gestão de dois anos e sete meses à frente do Ministério do Esporte, destacando a retomada de projetos e a conclusão de obras que estavam paralisadas. Em audiência na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, véspera de retornar ao cargo de deputado federal pelo PP-MA, Fufuca ressaltou a colaboração com o Congresso Nacional como um pilar para os resultados alcançados.
Segundo o ministro, sua gestão conseguiu reativar iniciativas interrompidas e finalizar estruturas esportivas que se encontravam inativas. Ele apontou a forte relação com o Legislativo como fundamental para o avanço de 19 leis na área esportiva e para o expressivo aumento do orçamento, que passou de R$ 600 milhões em 2023 para R$ 2,4 bilhões previstos para 2026.
Um dos avanços mais significativos mencionados foi a Lei de Incentivo ao Esporte, considerada pelo ministro como a principal ferramenta de financiamento do esporte educacional no país. Fufuca informou que a lei sustenta mais de 10 mil núcleos esportivos, beneficiando diretamente mais de 3 milhões de pessoas regularmente.
O ministro também expressou gratidão pela aprovação do projeto que institui a Universidade Federal do Esporte, atualmente em tramitação no Senado. A iniciativa visa fortalecer a ciência, a formação profissional e as políticas públicas no setor esportivo. Além disso, Fufuca solicitou apoio para as propostas que viabilizarão a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, incluindo uma medida provisória e projetos de lei em análise na Câmara.
A gestão de Fufuca recebeu elogios de parlamentares. O presidente da Comissão do Esporte, Saulo Pedroso (PSD-SP), destacou a entrega de obras e a eficiência administrativa. Deputados de oposição, como Luiz Lima (Novo-RJ), também reconheceram ações positivas durante o período.
No âmbito dos investimentos, Fufuca citou a aplicação de R$ 850 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) em aproximadamente 500 municípios, com foco na construção de arenas esportivas em áreas de vulnerabilidade social. O Programa Bolsa Atleta também foi destacado, com um orçamento de R$ 177 milhões para 2025, beneficiando mais de 10 mil atletas, incluindo todos os medalhistas olímpicos e paralímpicos brasileiros em Paris 2024.
Programas como o TEAtivo, voltado para a inclusão esportiva de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), atendendo mais de 4 mil indivíduos em 19 núcleos, também foram mencionados. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antônio La Porta, lamentou a saída do ministro, elogiando sua interlocução com o governo e o setor esportivo.

