O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, declarou que o parlamento está monitorando de perto o recente aumento nos preços dos combustíveis, influenciado por eventos geopolíticos internacionais. Lira ressaltou que o Brasil não tem controle sobre as causas externas dessa variação, mas assegurou que a Câmara está preparada para tomar medidas, caso se mostrem necessárias.
“Essa alta dos combustíveis se dá neste momento por um episódio internacional. Temos uma guerra no Irã que interfere em toda a cadeia de petróleo do mundo”, explicou o presidente, conectando a elevação dos preços à instabilidade no Oriente Médio e seu impacto global no setor de petróleo.
Lira relembrou a agilidade da Câmara em responder a questões tarifárias no passado e enfatizou a preocupação com os efeitos do aumento dos combustíveis no custo do transporte rodoviário, fundamental para a logística do país e diretamente ligado ao bem-estar dos caminhoneiros. “Não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados com essa alta dos preços do petróleo”, afirmou.
Em relação a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre condenações de parlamentares, Arthur Lira garantiu que a Câmara seguirá rigorosamente o regimento interno após o trânsito em julgado das ações. Ele esclareceu que o processo padrão envolve a deliberação do Plenário para a eventual perda de mandato parlamentar, assegurando o direito à ampla defesa e o cumprimento das normas estabelecidas.
O presidente também reiterou seu compromisso em pautar o projeto de lei que trata da segurança do sistema financeiro. A proposta, que incorpora critérios internacionais já em uso em outros países, visa estabelecer mecanismos de controle claros e fortalecer o arcabouço legal contra fraudes e instabilidades no setor financeiro. Lira defende a iniciativa como um meio de modernizar as leis e capacitar os servidores do Banco Central para uma atuação mais eficaz.
Sobre a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), Lira mencionou a necessidade de respeitar as regras da Casa, que limitam o número de comissões ativas simultaneamente a cinco. Ele destacou que, com 16 pedidos protocolados para investigar os desdobramentos do caso Master, é preciso seguir a ordem e os critérios regimentais para sua possível criação, ao mesmo tempo em que defendeu a condução isenta e técnica das investigações já em andamento nos órgãos de controle.

