O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou um investimento histórico de R$ 5,7 bilhões para a ampliação e modernização de 11 aeroportos administrados pela Aena, a maior gestora aeroportuária global. O montante foi celebrado pelo ministro como o “maior volume de investimentos” já destinado à aviação brasileira em um período tão curto.
Os aeroportos contemplados com os recursos incluem Congonhas (SP), que receberá a maior fatia de R$ 2,6 bilhões, além de Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG). O plano prevê um aumento significativo na capacidade operacional, elevando o fluxo de passageiros dos atuais 29 milhões anuais para mais de 40 milhões.
Durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi detalhado o Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos. Deste montante total, R$ 4,64 bilhões contarão com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). O ministro ressaltou que, somando outros investimentos já anunciados, o total no setor aeroportuário ultrapassará R$ 10 bilhões, superando em mais de duas vezes os investimentos feitos nos quatro anos do governo anterior.
O presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, destacou que os investimentos visam não apenas aumentar a capacidade, mas também aprimorar tecnologias, segurança operacional e sustentabilidade. Ele enfatizou que a iniciativa permitirá que mais pessoas voem e que a experiência dos passageiros seja aprimorada, contribuindo para a democratização e a melhoria do transporte aéreo, com impacto positivo na economia e na vida da população.
O projeto de Congonhas, em particular, prevê a construção de um novo terminal de passageiros, expandindo a área de 40 mil m² para 135 mil m², além da ampliação do pátio de aeronaves, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19 e a expansão da área comercial para mais de 20 mil m². Espera-se que as obras gerem cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos, com a criação de mais de 700 novos postos de trabalho após a conclusão.

