A Venezuela anunciou um acordo petrolífero com os Estados Unidos, descrito pela presidente interina Delcy Rodríguez como um marco histórico com potencial para revitalizar a economia nacional. O pacto, revelado nesta sexta-feira (28), visa um aumento significativo na produção de petróleo através da participação de operadores privados.
Segundo Rodríguez, o protocolo abrange o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com uma reserva comprovada de 65 bilhões de barris. Estima-se um investimento superior a US$ 100 bilhões, com projeção de receitas fiscais para o Estado na ordem de US$ 209 bilhões. Este acordo é visto como um passo crucial no fortalecimento das relações diplomáticas entre Caracas e Washington, retomadas formalmente em março.
O entendimento facilitará o fluxo de investimentos para a recuperação e modernização da infraestrutura petrolífera venezuelana, país que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 bilhões de barris. A iniciativa busca não apenas recuperar e modernizar a indústria, mas também impulsionar o crescimento econômico, a segurança energética regional e estabilizar os mercados internacionais.
O objetivo é consolidar a Venezuela como uma potência energética, utilizando suas vastas reservas para o desenvolvimento nacional, geração de empregos e melhoria do bem-estar da população. Recentemente, o país registrou um aumento em sua produção, atingindo 1,23 milhão de barris por dia, o nível mais alto desde fevereiro de 2019.
O anúncio ocorre em um contexto de pressão sobre os preços globais do petróleo, agravada por tensões internacionais. A produção venezuelana, apesar do potencial, tem sido historicamente limitada por infraestruturas defasadas. O acordo visa superar esses obstáculos e maximizar o aproveitamento dos recursos do país.

