O Brasil concluiu a missão humanitária na Venezuela, desmobilizando o hospital de campanha que havia sido instalado para auxiliar as vítimas dos devastadores terremotos ocorridos no final de junho. A estrutura, operada pela Marinha do Brasil, ofereceu suporte médico a milhares de pessoas afetadas pela tragédia, que oficialmente resultou em mais de 5,2 mil mortos.
Durante o período de atuação, o hospital de campanha registrou um total de 2.695 atendimentos. Desse número, 1.764 foram realizados na clínica geral, abordando desde dores de cabeça e desidratação até casos de pressão alta e náuseas. A ortopedia atendeu 356 pacientes com lesões, traumatismos e dores musculares e articulares. A pediatria prestou 303 atendimentos, enquanto a área psicossocial ofereceu suporte a 257 pessoas lidando com estresse agudo e questões de saúde mental. Além disso, foram realizadas 15 cirurgias.
O contingente de 102 militares e os equipamentos utilizados na unidade de saúde, localizada na cidade de La Guaira, foram repatriados em voos da Força Aérea Brasileira (FAB). Parte da equipe e do material retornaram ao Brasil em voos anteriores, com a chegada do restante do pessoal e dos equipamentos ocorrendo na manhã desta terça-feira (21), no Rio de Janeiro.
Os terremotos, com magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, atingiram a Venezuela em 24 de junho, com menos de um minuto de diferença entre eles. A força dos abalos sísmicos provocou inúmeros desabamentos em diversas regiões, com La Guaira e Caracas sendo as áreas mais severamente impactadas.
A crise humanitária gerada pelos sismos mobilizou a comunidade internacional, que enviou ajuda ao país vizinho. Diversas nações, incluindo Estados Unidos, China, México e Reino Unido, além do Brasil, disponibilizaram equipes de resgate, suprimentos médicos, alimentos e equipamentos para auxiliar nas ações de resposta e recuperação.

